Mosquitos

Biologia dos Mosquitos

Os mosquitos, também conhecidos por pernilongos, muriçocas, sovela, mosquito-prego ou carapanãs pertencem à Ordem Diptera e possuem apenas um par de asas. Podem transmitir várias doenças, como febre amarela, dengue, malária, alguns tipos de encefalite, filaríose, etc.

São constituídos por cabeça, tórax e abdome, e o corpo é composto de uma série de segmentos. A cabeça é grande composta dos olhos e probóscide. Cada olho é constituído por muitas e minúsculas lentes que formam um olho composto. Este tipo de olho permite um grande campo de visão que facilita a detecção de movimentos. Entre os olhos tem um par de antenas filamentosas e segmentadas. As fêmeas têm antenas espirais, curtas e pilosa; já no macho (com poucas exceções ) as antenas têm muitos pelos longos dando-lhes aparência plumosa. O probóscide (tromba) é o aparelho perfurante usado para sugar sangue de suas presas. O tórax tem um par de asas e um par de halteres, que são modificações das asas posteriores usadas como órgãos de equilíbrio.

Alimentação

A probóscide está adaptada para a sucção de líquidos como néctar, seiva ou sangue. Ambos os sexos se alimentam de néctar, mas a fêmea também pratica hematofagia (suga sangue). Elas não precisam de sangue para sobreviver, mas precisam de substâncias suplementares como proteínas e ferro para o desenvolvimento e postura dos seus ovos. Com sua probóscide de sete sub-seções é responsável pela disseminação de duas das maiores doenças da humanindade: a malária e a febre amarela. Quando encontra a pessoa através do dióxido de carbono que sai dos pulmões, o pernilongo pousa sem ser percebido na pele, insere a ponta de sua probóscide, que funciona como uma seringa de injeção de dois sentidos, um tubo injeta saliva anticoagulante e o outro suga o sangue. É durante a picada que o mosquito, injetando a saliva infectada, transmite doenças como dengue e malária ao hospedeiro.

Reprodução

Varia entre as espécies de pernilongos. Alguns a realizam com a fêmea em repouso, e, em outras, as fêmeas são fecundadas durante o vôo ou em enxame de machos. Existe uma compatibilidade entre genitálias da mesma espécie por isso o cruzamento acontece entre organismos da mesma espécie. São ovíparos. Os ovos do mosquito só se desenvolvem na água. Mesmo os ovos de espécies que vivem em áreas secas ficam adormecidos até cair uma chuva, que acelera a conclusão dos seus ciclos de vida antes que a seca retorne.

Ciclo de vida

O ciclo de vida dos mosquitos é dividido em Ovo, Larvas, Pupa e Adultos. 

A fêmea do mosquitos põe seus ovos, um de cada vez ou juntos em jangadas com uma centena ou mais de ovos, numa superfície fresca ou quaisquer águas estagnadas. A maioria dos ovos eclodem em larvas em cerca de 48 horas. Os ovos incubados transformam-se em larvas que vivem na água, próxima à superfície, para respirar. A primeira fase larval é conhecida como o primeiro estágio. Com o crescimento ocorrem as mudas, cerca de quatro vezes, onde a larva cresce após cada muda. A maioria das larvas utiliza o sifão, que é um tubo ligado à superfície da água para respirar. As larvas comem microrganismos e matéria orgânica na água. Elas podem viver na água de 7 a 14 dias, dependendo da temperatura. Muitas espécies não conseguem sobreviver em água poluída com detritos orgânicos, enquanto outras podem se reproduzir abundantemente em água contaminada com fezes ou vegetação apodrecida. As pupas são mais leves que a água e flutuam sobre a superfície enquanto ocorre a metamorfose da larva em um mosquito adulto em cerca de dois dias. Não apresentam boca e durante este período, o mosquito não se alimenta, e utiliza as reservas de energia acumuladas durante o período larval. Apenas a fase de adulto é terrestre, todas as demais fases se passam em ambiente aquático. Os adultos recém emergidos do estado de pupa devem repousar sobre a superfície da água por um curto espaço de tempo para permitir que o seu exoesqueleto seque e todos os seus componentes endureçam antes que possa poder voar.