Baratas

BIOLOGIA DAS BARATAS

As baratas constituem-se nas espécies mais bem adaptáveis e bem sucedidas entre os animais do mundo. Foram capazes de sobreviver a várias mudanças geoclimáticas de nosso planeta. Existem cerca de 3.500 espécies diferentes no mundo, porém, não mais que seis espécies buscam o convívio do homem.

As baratas produzem secreções odorosas de vários pontos de seu corpo que podem alterar desagradavelmente o sabor dos alimentos por elas tocados. Se houver uma grande infestação no local é possível perceber o cheiro deixado por elas. Além disso, elas podem carregar grande quantidade de bactérias patogênicas aderidas ao seu corpo, contaminando assim os alimentos ao caminhar sobre eles.

De modo geral, as baratas sinantrópicas apresentam corpo oval, largo e achatado, cabeça curta e antenas longas e móveis, com função na comunicação, no reconhecimento do parceiro durante o cortejo de acasalamento e nas percepções de odores. Possuem elevada taxa reprodutiva, já que a fêmea é capaz de gerar dezenas de descendentes de uma única cópula com um macho. Esses insetos são, por excelência, onívoros, e forrageiam à procura de comida e água durante à noite, devido a maior proteção contra predadores que a ausência de luz pode proporcionar. Esses insetos habitam o interior de fendas e rachaduras, onde encontram abrigo, calor, umidade e acúmulos de sujeira como restos de comida e entulho.

Quanto à reprodução, as baratas depositam aproximadamente 15 ovos em uma cápsula denominada ooteca, podendo carregá-la por até 24 horas, depositando-a em abrigos geralmente quentes e úmidos. O período de incubação é de aproximadamente 30 dias, até que nasçam as ninfas, que são desprovidas de asas e sexualmente imaturas. Leva-se entre 9 e 19 meses até que um indivíduo esteja completamente desenvolvido em sua forma adulta, sendo que este terá condições de viver por até três anos, dando origem a um valor médio de 800 indivíduos durante este período. 

As baratas sinantrópicas adaptaram-se bem ao meio ambiente urbano e convivem de modo desarmônico com a sociedade humana, já que, além do pavor que representam para algumas pessoas, podem carregar consigo patógenos prejudiciais à saúde. Entretanto, vale ressaltar que no seu ambiente natural esses insetos desempenham o papel ecológico de cicladores de nutrientes e de redução da madeira morta, aspectos fundamentais para manutenção da vida no planeta.

 Principais espécies:

– Barata Americana (Periplaneta americana)

Conhecida como barata de esgoto e barata cascuda,  é uma espécie de barata grande, dotada de asas e, geralmente, apresenta tamanho entre 2,5 a 4 cm. Seu tempo de vida é de 3 a 4 anos. Vive perto das habitações humanas, utilizando-se de restos de alimentos para sua própria alimentação, e as construções ou entulhos como abrigo. Cabe em buracos pequenos apesar do seu tamanho grande, é muito ágil e tem asas que a ajudam a ser uma boa voadora. É a espécie mais resistente: fica 90 dias sem comida e 40 sem água. 

– Barata Alemã (Blatelas germânica)

Também chamada de barata pequena, barata alemãzinha, francesinha, paulistinha. Trata-se de barata de pequeno tamanho. Carrega a ooteca (ovos) até que esteja madura, depositando-a em um lugar abrigado próximo de uma fonte de alimento. As embalagens de produtos são um eficiente mecanismo de dispersão da praga. Ocorre maior concentração dessa barata na cozinha, sanitários e outras áreas onde haja alimento e umidade disponíveis. Em nossas residências podemos facilmente criar “habitats” para as baratas, através do acúmulo de jornais e livros, acúmulo de lixo, furos e rachaduras em paredes, azulejos soltos, forros de gesso e madeira, vãos entre a instalação elétrico-hidráulica e as paredes e espaços entre o fundo de armários embutidos e gabinetes e paredes.

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